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Não há rios nem planícies nem
desertos
Mas há verdes cristalinos orvalhados aquecidos
Não há pedras nem caminhos nem há flores
Mas há verticalidades aromáticas subtis
Lamentos violáceos e rugidos de silêncio
Não há fontes nem canções
Água que veio não sei donde
partindo para onde nem tu sabes
Mãos crispadas fotograficamente
Fotograficamente riscadas rejuvenescidas
Sinceridade sem fim nem pensamento
Perturbação
Silêncio
Esgotamento
Intuição das coisas que outros raciocinam
E crença em si que é vaidade ignorada
- O teu retrato
em visão surrealista
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